📢 A Propaganda do Estado Novo

📢 A Propaganda do Estado Novo

Homenagem pública a Getúlio Vargas
Homenagem pública a Getúlio Vargas induzida pelo Estado Novo

Em 1941, o governo implanta o Departamento de Imprensa e Propaganda (DIP) como órgão da presidência da República para o culto à personalidade de Getúlio. Alcança enorme êxito, armado de poderes totais de censura e da montagem de vasta rede de comunicação que jamais se viu.

Os Veículos de Propaganda

O mais importante veículo de propaganda utilizado pelo DIP era a Rádio Nacional que logo contratou enorme elenco de artistas e alcançou público incontável. Outros veículos fundamentais utilizados eram:

  • Jornal A Manhã (Rio de Janeiro)
  • Jornal A Noite (Rio de Janeiro)
  • Jornal A Noite (São Paulo)
  • Jornal O Estado de São Paulo

Todos esses jornais foram integrados nas Empresas Incorporadas ao Patrimônio da União.

Os Intelectuais e Artistas a Serviço do Regime

Além de todo esse imenso aparelho ideológico de Estado, o DIP contava com a colaboração de eminentes intelectuais como Almir de Andrade, Múcio Leão, Cassiano Ricardo, Orígenes Lessa e diversos outros.

Através da Rádio Nacional, mobilizava compositores como Lamartine Babo, Ari Barroso, Almirante, Oduvaldo Viana e diversas outras grandes figuras da música popular.

Getúlio Vargas
Getúlio Vargas, o principal alvo do culto à personalidade

A Escola como Instrumento de Propaganda

O Estado Novo recrutou também, para seu aparato político, o sistema escolar, através da revisão dos programas, da obrigatoriedade do ensino cívico, dos desportos, do canto coral e de desfiles majestosos, além da edição de livros didáticos, que eram manuais de propaganda do regime e culto a Getúlio Vargas.

A Cultura Popular como Ferramenta Política

No mesmo afã propagandístico (trabalho entusiasmado de propaganda), o governo promovia e incentivava grupos musicais, grêmios folclóricos e festas populares. Promovia, também, festivais de samba, encomendando letras e subornando sambistas para cantar o trabalho, em vez da malandragem.

"O DIP foi a máquina de propaganda mais sofisticada que o Brasil já vira até então, combinando censura implacável com produção cultural massiva para moldar a opinião pública de acordo com os interesses do regime."
Darcy Ribeiro
Aos trancos e barrancos - como o Brasil deu no que deu
Rio de Janeiro, Editora Guanabara, 1985.
(texto adaptado)

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