O Último Desafio (1967) • Análise e Ficha Técnica

O ÚLTIMO DESAFIO

The Last Challenge (1967) — O canto do cisne de Richard Thorpe
🎬 Faroeste 🏆 Glenn Ford 🤠 Chad Everett ⏳ 105 min
Pôster representativo de O Último Desafio
6.1/10 · 1.3K votos

⭐ "Um faroeste sólido do crepúsculo do gênero"

🎭 ELENCO PRINCIPAL

Glenn Ford Xerife Dan Blaine
Angie Dickinson Lisa Denton
Chad Everett Lot McGuire
Jack Elam Ernest Scarnes
Gary Merrill Squint Calloway
Royal Dano Índio Pretty Horse

📖 SINOPSE

O xerife Dan Blaine (Glenn Ford) é uma lenda viva: ex-fora-da-lei, tornou-se o homem da lei mais rápido do Oeste. Sua paz é abalada quando o jovem e arrogante pistoleiro Lot McGuire (Chad Everett) chega à cidade determinado a provar que é mais rápido — mesmo que isso custe a vida de um deles. Enquanto isso, Lisa (Angie Dickinson), dona do saloon e amante de Blaine, fará de tudo para impedir o duelo, inclusive contratar um assassino. O confronto final, porém, é inevitável e acontece dentro de um saloon, longe dos holofotes da rua principal.

📝 ANÁLISE — O Último Desafio de um gênero

Lançado em 1967, O Último Desafio chegou às telas num momento em que o faroeste americano tradicional dava lugar aos spaghetti westerns, mais violentos e cínicos. Dirigido por Richard Thorpe — em seu derradeiro filme — a produção carrega uma melancolia de despedida: a mesma do protagonista que precisa enfrentar mais um desafio, mesmo cansado. [citation:2][citation:4]

Glenn Ford encarna o xerife Blaine com a dignidade de quem já viveu muito. Chad Everett traz o entusiasmo perigoso da juventude. Angie Dickinson, sempre magnética, tem aqui um papel mais denso que o usual — sua personagem toma atitudes moralmente ambíguas por amor. [citation:5][citation:7]

“O duelo final não ocorre na poeira da rua, mas dentro de um bar, entre copos e olhares. Thorpe deliberadamente evita o clichê, buscando um realismo sujo que contrasta com o Technicolor da fotografia.” — análise de Jonathan Lewis [citation:4]

Apesar de algumas críticas da época o considerarem uma "pequena imagem, indolor e sem propósito" [citation:2][citation:6], o filme sobrevive como um exemplar digno do faroeste de estúdio: bem-atuado, visualmente atraente (Panavision, Metrocolor) e com um respeito incomum entre os rivais. A cena final, em que Blaine atira seu revólver dentro da sepultura de McGuire, ecoa o próprio enterro do western clássico. [citation:3]

🎞️ FICHA TÉCNICA

Direção: Richard Thorpe
Roteiro: John Sherry, Robert Emmett Ginna
Baseado em: "Pistolero's Progress" (John Sherry)
Fotografia: Ellsworth Fredricks
Música: Richard Shores
Edição: Richard W. Farrell
Produtora: MGM
Lançamento: 27/dez/1967 (EUA)
Duração: 96–105 min
País: Estados Unidos

🔍 BASTIDORES & CURIOSIDADES

  • Richard Thorpe dirigiu seu último filme aqui; depois dele, aposentou-se. [citation:2]
  • O filme seguinte de Glenn Ford, Day of the Evil Gun, foi dirigido pelo filho de Thorpe — única vez que um ator foi dirigido por pai e filho em sequência. [citation:2]
  • Há uma confusão histórica sobre o roteirista: muitos creditam Albert Maltz (da lista negra), mas ele usou pseudônimo John B. Sherry. [citation:2][citation:5]
  • Angie Dickinson dorme de camisola numa cena — algo ousado para faroestes da época, que evitavam camas de casal. [citation:7]
  • Jack Elam, especialista em vilões de olho torto, rouba a cena como o pistoleiro Scarnes. [citation:5][citation:7]
  • O filme também é conhecido como The Pistolero of Red River e Pistolero. [citation:2][citation:3]

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