🌊 Despoluição do Rio Tâmisa levou mais de 150 anos
Dos tempos do "Grande Fedor" 😷 — como o Tâmisa ficou conhecido em 1858, quando as sessões do Parlamento foram suspensas por causa do mau cheiro — até os dias atuais, foram quase 150 anos de investimentos contínuos na despoluição das águas do rio que cruza a cidade de Londres.
Bilhões de libras depois, remadores 🚣, velejadores ⛵ e até pescadores 🎣 voltaram a frequentar o Tâmisa, que hoje abriga 121 espécies de peixes em suas águas.
A poluição começou ainda por volta de 1610, quando a água do rio deixou de ser considerada potável. No entanto, a despoluição só teve início a partir de meados do século 19, quando o rio conquistou a infame alcunha devido ao seu mau cheiro insuportável.
A decisão de construir um sistema de captação de esgotos foi impulsionada principalmente pelas epidemias de cólera das décadas de 1850 e 1860. A infraestrutura criada na época ainda é a espinha dorsal do sistema atual, mesmo com diversas melhorias ao longo dos anos.
Foi então que começaram a ser construídas as primeiras estações de tratamento de esgoto. Em meados da década de 1970, um marco histórico: o primeiro salmão 🐟 em décadas foi avistado no Tâmisa, um peixe extremamente sensível à poluição.
Atualmente, a presença de salmões no rio é comum, mas os investimentos continuam. A Thames Water, empresa de saneamento de Londres, já investiu mais de 1 bilhão de libras desde 1989 na melhoria do sistema de esgoto.
Peter Spillett, diretor de Meio Ambiente da empresa, já veio ao Brasil e conheceu de perto o Rio Tietê. Segundo ele, o Tietê é severamente poluído pela ausência de controle sobre os dejetos industriais e domésticos: "Você tem montes de efluentes lançados nesse rio relativamente pequeno e, daí, ele está biologicamente morto."
A história do Tâmisa serve de exemplo inspirador 🌱 para outras cidades que enfrentam desafios semelhantes, mostrando que, com tempo, investimento e vontade política, é possível reverter até mesmo os quadros mais críticos de degradação ambiental.
📄 Fonte: CAMARA, Eric Bücher. BBC Brasil, 2003.
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