🧸 Objetos Transicionais e Fenômenos Transicionais 🌟
🌉 ÁREA INTERMEDIÁRIA DA EXPERIÊNCIA
Winnicott introduz as expressões 'objeto transicional' e 'fenômeno transicional' para designar a área intermediária entre o polegar e o ursinho, entre o erotismo oral e a verdadeira relação objetal, entre a criatividade primária e a projeção do que já teria sido introjetado.
DA MÃO À POSSE
Do punho-na-boca do recém-nascido ao apego a um ursinho, boneca ou brinquedo. Uma ampla variação na sequência de eventos que vai da autoestimulação oral à primeira posse não-eu.
NEM DENTRO, NEM FORA
O objeto transicional não é um objeto interno (conceito mental), mas tampouco é um objeto externo. É uma posse que habita a área intermediária entre a realidade psíquica interna e o mundo externo.
MÃE SUFICIENTEMENTE BOA
A adaptação materna quase total permite ao bebê a ilusão de que o seio é parte dele. Esta ilusão inicial é fundamental para o desenvolvimento da capacidade de relacionar-se com a realidade.
ILUSÃO-DESILUSÃO
Processo fundamental pelo qual o bebê transita da onipotência mágica ao reconhecimento da realidade externa. A tarefa da mãe é primeiro permitir a ilusão, depois gradualmente desiludir.
🏥 CASOS CLÍNICOS: DOIS IRMÃOS
X - Jamais sugou o polegar, desmame difícil, apego intenso à mãe. Adotou um coelho como "confortador", mas nunca como verdadeiro objeto transicional. Apego materno intenso persiste na vida adulta.
Y - Sugou o polegar, desmame tranquilo. Aos 5-6 meses adotou a ponta de um cobertor como "baa", depois substituiu por uma camisa macia. Objeto funcionava como "tranquilizador" eficaz, típico objeto transicional.
📋 QUALIDADES DO OBJETO TRANSICIONAL
- O bebê assume direitos sobre o objeto (com ab-rogação de onipotência)
- É afetuosamente acariciado, amado com excitação e às vezes mutilado
- Não deve mudar, a não ser pela ação do bebê
- Deve sobreviver ao amor e ao ódio instintivos
- Deve dar a impressão de vitalidade própria (calor, movimento, textura)
- Nem vem de dentro (alucinação) nem de fora (objeto externo)
- Seu destino é ser gradualmente descatexizado, não reprimido
📅 DESENVOLVIMENTO TEMPORAL
"A região intermediária continua de modo direto a área do brincar da criança pequena que se encontra 'perdida' em sua brincadeira. Esta área constitui a parte maior da experiência do bebê, e pela vida afora se mantém como o lugar das experiências intensas no campo da arte, da religião e da imaginação."
💡 PARADOXO ACEITO
O objeto transicional é ao mesmo tempo criado pelo bebê e encontrado no mundo externo. Aceitar este paradoxo sem resolvê-lo é fundamental para a saúde psíquica. A tentativa de resolver o paradoxo leva a organizações defensivas do self.
"Na saúde, o objeto transicional não 'vai para dentro', nem o sentimento a seu respeito sofre repressão. Ele perde o sentido porque os fenômenos transicionais tornaram-se difusos, espalharam-se sobre todo o território intermediário... sobre todo o campo cultural."
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