🎯 Metas e Ação Terapêutica - Psicoterapia Psicodinâmica
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Introdução

O capítulo aborda a dificuldade de definir como a psicoterapia psicodinâmica promove mudanças. Hoje prevalece a ideia de sinergia: interpretações ganham potência por seus significados relacionais e a vivência de uma relação nova e segura favorece reorganizações psíquicas e ampliação da capacidade de insight.

Não há uma única ação terapêutica, mas múltiplas que se combinam de forma individualizada, adaptando-se ao paciente e ao terapeuta.

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Metas da Psicoterapia Psicodinâmica
  • Resolução de conflitos por meio de compromissos mais adaptativos.
  • Busca de autenticidade: diferenciação entre verdadeiro e falso self.
  • Uso maduro de funções de self-objeto, espelhamento, validação e idealização.
  • Melhora de relações externas: reconhecimento de como representações internas moldam interações.
  • Geração de significado no diálogo clínico: co-construção de sentidos com o paciente.
  • Ampliação da mentalização e intersubjetividade em pacientes com falhas precoces.
  • Promoção de novas formas de pensar e simbolizar, substituindo encenações repetitivas.
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Processos de Mudança

A mudança terapêutica envolve:

  • Enfraquecimento de enlaces antigos entre ideias, memórias, sensações e afetos.
  • Reorganizações estruturais: criação de novos vínculos ou fortalecimento de conexões fracas.
  • Integração de redes conscientes e inconscientes.
  • Exemplos clínicos: experiências repetidas de interesse genuíno do terapeuta desativam padrões antigos baseados em figuras de autoridade não confiáveis.
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Intervenções Voltadas a Insight
  • Associação Livre: observar defesas e mapear redes associativas implícitas.
  • Interpretação: articula medos, fantasias, desejos, transferências e padrões relacionais.
  • Observação Clínica “de Fora”: terapeuta descreve o que vê, oferecendo um espelho externo ao paciente.
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Intervenções Relacionais
  • Vínculo diferente: reprograma redes associativas (medos, desejos e estratégias defensivas).
  • Oscilação entre objeto novo e antigo: similaridade ativa roteiros antigos, diferença permite reconfiguração.
  • Internalização de funções e atitudes emocionais do terapeuta.
  • Reconhecimento de padrões repetitivos na díade paciente-terapeuta.
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Estratégias Secundárias
  • Sugestão e confrontação de crenças disfuncionais.
  • Solução de problemas e planejamento de alternativas adaptativas.
  • Exposição psicodinâmica a memórias, situações e representações evitadas.
  • Autoabertura criteriosa para promover mentalização.
  • Afirmação/Validação em histórias de trauma.
  • Técnicas facilitadoras: humor, psicoeducação, tranquilização pontual.
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Responsividade e Flexibilidade do Terapeuta

O terapeuta eficaz:

  • Adapta o tratamento ao paciente, monitorando feedbacks explícitos e implícitos.
  • Flexibiliza técnicas conforme características idiossincráticas.
  • Equilibra intervenção entre insight, experiência relacional e estratégias secundárias.
  • Evita excesso de controle ou passividade, permitindo períodos de menor diretividade quando clinicamente útil.

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