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Introdução
O capítulo aborda a dificuldade de definir como a psicoterapia psicodinâmica promove mudanças. Hoje prevalece a ideia de sinergia: interpretações ganham potência por seus significados relacionais e a vivência de uma relação nova e segura favorece reorganizações psíquicas e ampliação da capacidade de insight.
Não há uma única ação terapêutica, mas múltiplas que se combinam de forma individualizada, adaptando-se ao paciente e ao terapeuta.
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Metas da Psicoterapia Psicodinâmica
- Resolução de conflitos por meio de compromissos mais adaptativos.
- Busca de autenticidade: diferenciação entre verdadeiro e falso self.
- Uso maduro de funções de self-objeto, espelhamento, validação e idealização.
- Melhora de relações externas: reconhecimento de como representações internas moldam interações.
- Geração de significado no diálogo clínico: co-construção de sentidos com o paciente.
- Ampliação da mentalização e intersubjetividade em pacientes com falhas precoces.
- Promoção de novas formas de pensar e simbolizar, substituindo encenações repetitivas.
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Processos de Mudança
A mudança terapêutica envolve:
- Enfraquecimento de enlaces antigos entre ideias, memórias, sensações e afetos.
- Reorganizações estruturais: criação de novos vínculos ou fortalecimento de conexões fracas.
- Integração de redes conscientes e inconscientes.
- Exemplos clínicos: experiências repetidas de interesse genuíno do terapeuta desativam padrões antigos baseados em figuras de autoridade não confiáveis.
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Intervenções Voltadas a Insight
- Associação Livre: observar defesas e mapear redes associativas implícitas.
- Interpretação: articula medos, fantasias, desejos, transferências e padrões relacionais.
- Observação Clínica “de Fora”: terapeuta descreve o que vê, oferecendo um espelho externo ao paciente.
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Intervenções Relacionais
- Vínculo diferente: reprograma redes associativas (medos, desejos e estratégias defensivas).
- Oscilação entre objeto novo e antigo: similaridade ativa roteiros antigos, diferença permite reconfiguração.
- Internalização de funções e atitudes emocionais do terapeuta.
- Reconhecimento de padrões repetitivos na díade paciente-terapeuta.
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Estratégias Secundárias
- Sugestão e confrontação de crenças disfuncionais.
- Solução de problemas e planejamento de alternativas adaptativas.
- Exposição psicodinâmica a memórias, situações e representações evitadas.
- Autoabertura criteriosa para promover mentalização.
- Afirmação/Validação em histórias de trauma.
- Técnicas facilitadoras: humor, psicoeducação, tranquilização pontual.
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Responsividade e Flexibilidade do Terapeuta
O terapeuta eficaz:
- Adapta o tratamento ao paciente, monitorando feedbacks explícitos e implícitos.
- Flexibiliza técnicas conforme características idiossincráticas.
- Equilibra intervenção entre insight, experiência relacional e estratégias secundárias.
- Evita excesso de controle ou passividade, permitindo períodos de menor diretividade quando clinicamente útil.
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