Neurobiologia do Transtorno Bipolar Pediátrico

Neurobiologia do Transtorno Bipolar Pediátrico

🧠 Visão Geral da Neurobiologia

Várias evidências demonstram que a estrutura, função e química do cérebro são alteradas no transtorno bipolar pediátrico. No entanto, não está claro se essas anormalidades representam causas ou sequelas do transtorno, ou se são uma combinação de ambos.

🧲 Neuroimagem

Estudos de ressonância magnética cerebral (MRI) estrutural e funcional mostram que várias redes cerebrais, como o córtex pré-frontal e a amígdala, são alteradas em jovens com transtorno bipolar. No entanto, os achados têm sido inconsistentes, o que limita a validade preditiva da neuroimagem como ferramenta diagnóstica.

Embora a neuroimagem não seja parte do tratamento diagnóstico padrão, alguns estudos preliminares sugerem que anormalidades na amígdala podem ser usadas como marcador diagnóstico com boa sensibilidade e especificidade.

🔍 Estrutura Cerebral

Alterações estruturais observadas em jovens com transtorno bipolar incluem anomalias nas redes frontal-límbicas, responsáveis pelo processamento e regulação das emoções. Entre as principais observações, temos:

  • Amígdala: O volume da amígdala é menor em crianças e adolescentes com transtorno bipolar.
  • Substância cinzenta: Estruturas nos lobos frontal e temporal são menores em jovens com transtorno bipolar. Para os jovens em risco, a espessura cortical parietal pode ser reduzida.
  • Substância branca: A redução na integridade da substância branca nas áreas frontais sugere déficits de conectividade entre as áreas pré-frontais e o sistema límbico, o que pode melhorar com o tratamento.

🧠 Funcionamento do Cérebro

O funcionamento do cérebro em jovens com transtorno bipolar é caracterizado por hipoatividade nas áreas pré-frontais, que não modulam adequadamente as estruturas límbicas hiperativas. Além disso, a conectividade funcional entre as áreas pré-frontais e límbicas, envolvidas no processamento de atenção, emoção e recompensa, é anormal.

Estudos também indicam que a atividade pré-frontal e a conectividade pré-frontal-subcortical estão alteradas no transtorno bipolar pediátrico.

⚗️ Química Cerebral

Estudos de espectroscopia de ressonância magnética revelaram anormalidades nos níveis de glutamato em áreas cerebrais pré-frontais em jovens com transtorno bipolar. Além disso, observou-se um aumento do mio-inositol e uma diminuição do N-acetil-aspartato, que podem ser indicadores de disfunção no metabolismo mitocondrial ou energético celular.

🔥 Inflamação

Estudos sugerem que o transtorno bipolar pediátrico pode estar associado à desregulação do sistema imunológico. Vários marcadores periféricos de inflamação, como proteína C reativa, interleucinas e fator de necrose tumoral alfa, têm concentrações aumentadas em jovens com transtorno bipolar, em comparação com controles saudáveis e jovens com depressão unipolar.

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