🔄 Apreciação da Mudança: Perspectiva Objetiva e Subjetiva
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A psicanálise nunca deixou de se modificar, seja no interior da obra de Freud ou nos trabalhos de seus primeiros colegas. A mudança é contínua, mas a tomada de consciência é descontínua.
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Numa abordagem "objetiva", estudamos o paciente "em si", enquanto a perspectiva subjetiva considera a mudança percebida pelo analista.
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O material do paciente não é exterior ao analista. Faz parte da experiência do analista através da transferência. Instala-se uma relação dialética: o paciente responde na língua do analista.
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Mudanças essenciais surgem daquilo que o analista escuta — e talvez daquilo que não pode ser escutado — antes inaudível. A escuta subjetiva é crucial para compreender o efeito do discurso do paciente.
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A contratransferência inclui todo o funcionamento mental do analista, influenciado pelo paciente, leituras ou discussões com colegas. Ela precede a transferência, permitindo a elaboração do material do paciente.
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Casos difíceis testam o analista e exigem uma contribuição pessoal intensa. Cada analista deve reconhecer suas limitações e diferenças de "língua analítica", sendo poliglota na multiplicidade de dialetos.
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Referências históricas importantes:
- Balint (1950, 1960)
- Winnicott (1954, 1960b)
- Khan (1959)
- Neyrault (1974)
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