🧠 A Psicose Branca
Relações do sujeito com os objetos (pai e mãe) não são definidas por sexo ou função, mas por bom vs mau e inexistência vs presença dominadora. A combinação desses fatores cria a chamada bitriangulação, onde o objeto bom é inacessível e o objeto mau é invasivo.
A presença invasiva do objeto mau leva a delírios, enquanto a inacessibilidade do objeto bom leva à depressão. O pensamento é afetado porque a ausência do objeto não pode ser constituída.
O vazio psíquico não é apenas recalque; nele se precipitam movimentos pulsionais brutos. Ruminações, pensamentos compulsivos e divagações subdelirantes surgem como tentativa de preencher esse espaço.
O analista responde ao vazio com esforço de pensamento, criando representações fantasmáticas e mantendo um espaço aerado de potencialidade, evitando preencher o vazio demasiado ou repetir a intrusão do objeto mau.
O espaço psíquico deve ter limites móveis que tornem toleráveis as tensões. A sessão analítica funciona como um sonho, contida em limites que permitem que desejos e pensamentos se realizem de forma segura e criativa.
Trabalhar em dupla operação: dar continente ao conteúdo e dar conteúdo ao continente, respeitando a mobilidade dos limites e a polivalência das significações, e reconhecendo a pulsão como forma rudimentar do pensamento.
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