Transtorno Bipolar em Crianças e Adolescentes
🧠 Visão Geral
O transtorno bipolar em crianças e adolescentes é caracterizado por episódios recorrentes de mania ou hipomania, além de episódios de depressão maior. Esse distúrbio afeta o desenvolvimento normal e o funcionamento psicossocial da criança e aumenta o risco de problemas comportamentais, acadêmicos, sociais e legais, bem como psicose, transtornos por uso de substâncias e suicídio.
📊 Epidemiologia
A prevalência de transtorno bipolar em jovens é de aproximadamente 3,9%, com a prevalência do transtorno bipolar I sendo de 0,6%. Estudos indicam que entre os jovens de 0 a 19 anos, a prevalência do transtorno bipolar é de 1%. Para pacientes internados, as prevalências variam de 0,07% em crianças de 5 a 13 anos a 0,2% em adolescentes de 14 a 18 anos.
O fator de risco mais importante para o transtorno bipolar pediátrico é uma história familiar positiva. A probabilidade de uma criança desenvolver o transtorno é significativamente maior se um dos pais tiver transtorno bipolar, com um estudo mostrando que o risco é 11 vezes maior na prole de um pai com transtorno bipolar, em comparação com controles.
🧬 Patogênese
A patogênese do transtorno bipolar na juventude ainda não é completamente compreendida, mas estudos sugerem que fatores biológicos e psicossociais estão envolvidos. Uma hipótese propõe que os genes associados ao transtorno bipolar causam redes neurais subcorticais aberrantes, o que leva a uma regulação anormal do humor, exacerbada por fatores de estresse ambiental.
O abuso na infância tem sido identificado como um fator negativo associado ao início do transtorno bipolar. Em estudos retrospectivos, o abuso físico e/ou sexual foi encontrado em 20 a 30% dos jovens com transtorno bipolar, e foi associado a uma idade de início mais precoce e um curso mais prolongado do transtorno.
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